O vento não se sentia na pele, mas num interior que desconhecia. Era oco e o eco nele abanava o Mundo, numa miscelânea de medos agudos.
Quem era a “borboleta” deste efeito?
A voz doce penetrou-me tão fundo, tão para lá do que quero do Mundo.
A mística sensual, sapiente do poeta apaixonado faz de mim fumo, leve e cinzento, em rodopios tontos.
A barba forte, a veia dilatada, a simplicidade do quarto, os livros, os lençóis amarrotados, a vida entre quatro paredes.
Esquartejou em algumas frases o meu presente. Tornou o meu singular, nosso plural em voz a solo.
Pingavam lágrimas azedas no interior, mas, subitamente, tive vontade de sorrir.
Oito da noite. O ipod voltava a soletrar a mesma vida. A noite cantava com ele. Palavras e momentos desconexos. Constantes e convictas negações.
E tudo isso, tudo isso que a noite me sussurra, é entre mim e o teu imaginário…
Vem que nem o último a cair vai perder.”
P.S- Não fosse o poeta mais do que dono da razão, mas da acção em si…








